segunda-feira, 20 de abril de 2015

Tal bolinhas de sabão...

A noite é propícia à incerteza!
Indago Schubert, e os sons do piano,
afirmam que estás aqui,
por entre a luz do candeeiro,
Nos versos onde repouso o olhar.
E aí… se não pensasse em ti,
 seria a noite  obscura!

Tu és a estrela que ilumina a praça!
Claridade, bem-querer, sorriso, leveza.
Por entre as dúvidas, és correnteza!
Ao amanhecer o dia surgiria cinzento;
se o poema sufocasse no meu regaço.

Por isso… O piano, o poema e tu,
 dançam nas paredes da sala.
Eu, a sombra chinesa,
que se afoita na luz mortiça.
Amofino dolente e pardacenta!

 O meu país morre aos poucos!
Que fazer, para que Abril aconteça…
Quem sabe as respostas que procuro
as encontre ao acordar.

Surgirão coloridas e brilhantes.
 Em rimas de um verde esperança.
Tal bolinhas de sabão,
Saltitando de mão em mão.


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...