As asas dos pombos
Preciso de um sorriso que o dia entenda
Como seria se os pombos não me velassem
A praça vazia de gente recorda-me o frio
E se os pombos não me tapassem
A falta constante em que a mente entra
Sempre que a praça é despojada
Se ao menos a sombra mostrasse
As sombras tingidas pela resignação
Se ao menos o caderno amarrotado
Não me amarfanhasse o coração
Abasteço-me de vazios cinzentos
Nas asas dos pombos que me aconchegam
Repara os seus olhos são vidrados
São vidros quebrados p`los fantasmas
Que povoam a praça e sempre me amparam
Na falta de um sorriso que uma mão estenda
Demando esquecida nas asas dos pombos
Sabes, tenho fome de sorrisos que não tragam contenda
domingo, 17 de julho de 2011
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