sexta-feira, 22 de julho de 2011

Coração



Tudo é mesquinho nesta vida
A mesquinhez da rotina
É giratória
Montanha russa que descarrila
Se eu estou, penso não estar
Se vou, não chego a entrar
No coração
Que me abre as janelas

Depois grito
Estou só
Desencantada
Desgovernada

Só não olhei o coração
Que batia
Pulsava na minha mão
Como ave bravia

Um olhar astuto
Um sorriso terno
Ouvir com atenção
A canção

Que me convida a dançar
A olhar a partilhar
Eu, na mesquinhez que não sinto
Virei costas ao recinto
O coração partiu faminto
Acabou por amainar.