E tu aí parado olhando a cidade
Vazia de tudo
Como se o tudo fosse a vestimenta da minha vaidade
Vai-te
Percorre caminhos que nunca traçaste
Como se esses caminhos me olhassem nua
Olha
Com olhos de ver esses muros altos
Os muros das prisões que inventaste
Deixa
Cair na monotonia o meu choro alado
Erguê-lo-ei por entre as sombras do muro
Os presos que retens por entre arame farpado
Irão rir-se para ti e para mim
Será efémero o seu riso tresloucado
E os passos
O eco dos teus passos tresmalhados
Tocam a marcha fúnebre
BLAM, BLAM, BLAM
Ribombam trovões nos tambores furados
BLAM, BLAM, BLAM
E os passos moídos hipnotizam afinal.
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