Eu gostaria de o fazer
Olhar, olhar sem entender
Enfim do que estarei a falar
Falo de olhares que escurecem
Sempre que o olhar se quer apurado
Falo de olhares que não reviram, aguado
Pode ser também um olhar que não advém
Já sei que rir ou chorar atrai o olhar
Uns vêem cinzento, outros, imenso mar
Nos caminhos em ziguezague

Tantas vezes os olhos não sabem
O quanto a mente é confusa
A ceifa que o olhar transporta
Está na ponta da língua
Olhando de porta em porta
Os olhos saciam a míngua.
Eu, que o olhar atraio
Procuro nos olhos que passam
Um rebuscar catraio
Que os seus olhos satisfaçam.
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