sexta-feira, 8 de julho de 2011

Olhar

Olhar, olhar só por olhar
Eu gostaria de o fazer
Olhar, olhar sem entender
Enfim do que estarei a falar

Falo de olhares que escurecem
Sempre que o olhar se quer apurado
Falo de olhares que não reviram, aguado
Pode ser também um olhar que não advém
Já sei que rir ou chorar atrai o olhar
Uns vêem cinzento, outros, imenso mar

Nos caminhos em ziguezague
Por onde os olhar se cruza
Tantas vezes os olhos não sabem
O quanto a mente é confusa

A ceifa que o olhar transporta
Está na ponta da língua
Olhando de porta em porta
Os olhos saciam a míngua.

Eu, que o olhar atraio
Procuro nos olhos que passam
Um rebuscar catraio
Que os seus olhos satisfaçam.