quinta-feira, 28 de julho de 2011

Rua Nova

Sabes o que não te perdoo
Teres desistido da vida
Antes de tempo
Teres caminhado para trás
E eu avançado em frente

Sabes, a ultima recordação
Que está viva
Na minha mente
Amordaça a saudade
Impele à raiva
A ultima recordação
É o teu rosto
A descair por entre os ombros
À minha passagem

Nesse dia
A rua nova
Para mim será sempre
Esse o seu nome
Por mais que os homens
Imponham
A rua inclinada
Testemunhou
A tua negação
E ficou mais íngreme

Alguns meses depois partiste
Consumaste enfim
A sorte
Premeditada vinte anos antes
E eu não te perdoo
Porque desististe
Dos sonhos antes de tempo

E o tempo
Meu único aliado
Numa luta desigual
Incita-me à revolta
Recordando os sonhos
De liberdade
De duas crianças com esperança.


Sempre que chamas por mim...

Deixo que o tempo apague a tua imagem. Aquela: que a chuva deixa na vidraça. No pensamento és nitida miragem. E  até as lágrimas são...