segunda-feira, 25 de julho de 2011

Solidão



Se o papel
Fosse mata-borrão
Ensopasse as mazelas
Que a alma
Carrega em sobrecarga
Os dias
Seriam azuis
O céu tranquilo
O olhar
Abraçaria o desconhecido

Mas
Papel é só papel
De branco tingido
Ensopado em tinta azul
Tranquilo
Mais tarde descansa
Numa gaveta
Sombria

Onde a luz penetra
Pela frincha entreaberta
O papel
Continua azul
Tranquilamente frio
Igual ao meu coração

Escreve
Dias a fio
Enganando a solidão.


Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...