quinta-feira, 28 de julho de 2011

O muro

Bati com a porta, mas ficou a remoer
Bem no fundo do meu intimo
Porque tive que o fazer
O mundo não seria igual, o limiar distinto

Instigava à rebeldia
Acreditava mas soava a vilania
Bati com a porta ainda hoje não aceito
Que a utopia trespassa em defeito

Um muro que caiu com ele a certeza
De que senhores que governam
São tiranos em correnteza
Sobrancelhas arqueadas condenam

Todas as portas fechadas
Quando o espírito é liberto
Hoje nas caras trancadas
Vejo espanto encoberto

Pela falta de coragem
Pelo falso entender
Quem não aceita vassalagem
é-lhe mais fácil morrer.

Ser poeta é utopia...

Não sei, nem sequer sei a cor dos dias frios!   Se o céu é azul ou cinzento afogueado.    Nada sei de  efémeras  fantasias.  Delírio...